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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Aos meus amigos de profissão...


Por favor! Alguém pode dar pause e me explicar o que está acontecendo? Como assim 1 ano de formados? A que velocidade a Terra gira? Como assim esse tempo passou e ninguém me deu informação de nada. Afinal, nos formamos em Jornalismo. Cadê o compromisso com a notícia? Aonde estão todos que não fazem as informações chegarem aqui em terras norte-americanas? Aff!!!

Hoje recebi um recado no meu orkut, dizendo que o encontro de 1 ano de formados foi muito legal, proveitoso, que todos aproveitaram para tomar aquele chopp gelado (coisa rara nesse país), colocar o papo em dia... Afinal, jornalista gosta de falar. E os daquela turma "Dez/2007 manhã, Uni-BH", nem te conto. Ô povo que fala, que conta causos, que ri, que vibra, que canta, que dança... Nossa é um povo danado de bão, viu. Legal, demais da conta. Assim mesmo com bastante sutaque mineiro para lembrar que tinha gente de todo canto do estado. De perto, de longe e da capital.

Estou aqui me lembrando do Barroso, no passinho do "Dança Genuíno", das histórias do Diogo e do "biscoito de mãe", das trapalhadas do Lauro, da timidez do Samuel, da banda do Dudu, do 15 dinheiros pra Renê, do "por hoje é só!", do bom humor da Malu, da paixão da Aninha por cinema, da Fê nas festas, da Soneca, de como era engraçado ver o Daniel vermelho, dos papos com o Thi, da doçura da minha amiguinha Gaby's, da braveza da Mi quando eu me atrasava para as aulas, da Wasthí e seus sapinhos, além de todos os outros que fizeram parte dessa jornada: Paty (só para lembrar destaque da turma), Débora e Nat (trio que estava sempre junto), Octávio, Luiza Baggio, Leo, Paula, e lógico, das minhas amigas que me ajudavam a compor o trio que tinha o nome mais criativo, engraçado, charmoso e inesquecível da faculdade: KCT - forever!

Juro que parece que tem um mês que estava toda atarefada com os preparativos para o baile, com a escolha do vestido, dos compromissos intermináveis da comissão, da entrega da monografia, da ansiedade para o baile, na contagem regressiva para a entrega do diploma. E por isso que digo e cada vez mais entendo quando as pessoas me dizem: "Viva o presente. Não deixe para fazer depois o que você pode fazer agora."

Acho que eu soube aproveitar cada momento do meu curso. De vocês tenho só lembranças boas. Seja dos meus amigos de sala, de corredor, dos professores. Foram 4 anos totalmente inesquecíveis. Desejo que todos trilhem bons caminhos nessa carreira árdua que escolhemos. Entretanto acredito que podemos, iremos e já estamos fazendo a diferença. Somos aquela turma que nasceu para brilhar e que tem sempre em mente a frase do nosso colega de profissão, Ricardo Noblat: "Médico acha que é Deus. Jornalista tem certeza."

Infelizmente, como não pude estar presente para brindar com vocês o primeiro aniversário de nossa formatura. Vou deixar aqui um presente. Que até hoje estava guardado a sete chaves. Espero que vocês gostem e possam divertir.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Valentine's Day

O Dia dos Namorados para mim chegou mais cedo esse ano. Se no Brasil comemoramos ele apenas em Junho, por aqui celebramos no dia 14 de fevereiro. Dia em que em terras brasileiras brindamos o dia da Amizade.

As diferenças entretanto não ficam apenas nas datas, por aqui comemoramos entre todos. Com a família, com os amigos e, claro, com os namorados. Para as crianças um dia de festa, para comer bastante chocolate. Aliás, presente número 1. Campeão de vendas. Para os amigos, um ótimo dia para poder sair e brindar a vida. Para os pombinhos, nada melhor que uma noite romântica.

Pela primeira vez após muitos anos passei essa data sozinha. Se foi ruim? Sim. Não tenho como negar que queria alguém que me desse flores. Me levasse para jantar. Tomar um bom vinho. Mas tenho que confessar que tive um dia incrível. Se me diverti? Nossa! Nunca ri tanto na minha vida. A Dri foi o meu melhor presente. Sabe quando você chora de tanto ri, perdi as forças, a barriga doi... Poxa! Dri você realmente estava hilária!

Meu querido Brasil, tenho que te pedir desculpas, mas vou querer sempre comemorar o Valentine's Day em estilo norte-americano. Consigo até escutar a Dai falando: "Puro consumismo. Apenas mais uma data promovida para gastar e gastar." Pelo menos aqui não preciso me preocupar se sou solteira.

Vamos dizer que brindamos a amizade, assim como no Brasil. Um jeito muito mais carinhoso e especial de passar essa data. Para todos com muito amor:

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Será o fim do inverno?

Mais uma vez te abandonei querido companheiro. Primeiramente te peço desculpas, mas tive uma semana realmente cheia, atarefada, agenda cheia. Em segundo lugar quero narrar o belo dia de sol que fez ontem nessa terra gélida.

Vocês podem acreditar que bem no meio do inverno, no mês mais frio do inverno, os termômetros marcaram 21 graus Celsius. Dá para acreditar nisso? Podem ser sinceros. Eu quase não acreditei ao ver aqueles números no painel do carro.

A melhor parte do dia: desfilar com meu jeans, camiseta e óculos escuros pelas ruas. Vou confessar que é uma sensação muito boa. Já tinha até me esquecido como era. Acostumada a estar sempre equipada com grandes casacos. Com aquele peso sobre os ambos. Ontem, me senti totalmente livre. E me lembrei de como era o clima no Brasil, em Minas, em Beagá. "Oh! Que saudades da Aurora", Casimiro de Abreu. Não podia deixar de fazer essa citação.

Ontem, podemos dizer que fez um típico dia de primavera. Entretanto, a paisagem era um tanto quanto assustadora. Triste. Faltava ou melhor falta algo nela. São as flores, o colorido, a vida. Nunca contei para vocês o quanto o inverno é melancólico. As pessoas ficam sem ânimo, desmotivadas. Os lugares antes cheios no verão, agora estão totalmente vazios. As árvores: galhos secos a bailarem ao som do vento. Pois, como já contei certa vez, o vento aqui faz sinfonia.

Hoje, tivemos um típico dia de outono. A temperatura caiu um pouco anunciando o retorno do inverno. Amanhã é sexta-feira dia de pensar quais serão as baladas do final de semana. E a previsão já avisa: neve para sábado e domingo. Aí, me pergunto: "por que não nevou durante a semana? Logo no find? Assim não dá São Pedro. Você quer limpar a geladeira bem no dia da curtição? Mas tudo bem ! Eu te entendo, é o seu dia de folga. Ok. Vamos brincar na neve, fazer o Snowman."

Enquanto isso, me preparo fisicamente e psicologicamente para a volta do inverno. Para olhar o painel do carro e ver aqueles números no negativo. E assim eu aguardava que este fosse o fim do inverno. Todavia, com certeza teremos mais dias brancos e lúgubres por aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Domingo de Sol

Hoje realmente tive um dia muito bom. Pela manhã, um breakfast sensacional: pão de queijo, quentinho, assado na hora. Feito com muito amor e carinho pela nossa amiga Dai. Como estava gostoso! Depois nada como um belo passeio por DC. Acreditem ou não, mas fazem praticamente 5 meses que moro em terras norte americanas, e hoje, pela primeira vez fui conhecer a casa do nosso querido Obama.

Após muitos dias de frio, chuva, neve, ice recebemos um presente digno dos céus. São Pedro resolveu nos presentear com um dia maravilhoso de sol. Nada de casacos gigantes, cachecol, protetor de orelha, luvas... Todos esses acessórios poderam ficar em casa, descansando aliviados, por terem um dia de folga. Como é aconchegante andar totalmente livre de tantas roupas.

DC, hoje, estava realmente muito linda. Como foi bom caminhar pelos seus monumentos sem aquele vento que congela até alma. Pois se nunca comentei o vento daqui penetra em cada parte do seu corpo, congelando tudo que acha pelo caminho. Tem dias que paro de sentir os meus pés, as minhas pernas, os lábios se mexem com muita dificuldade e a orelha acho que vai quebrar.

Hoje, também foi dia da final da Super Bowl. Para assitir ao jogo, fui para a casa da Dri engrossar a torcida para os campeões Steerlers. Uma vez que o host dela é um fanático pelo time. Como me lembrava do meu pai, ao ver a empolgação dele em cada passe, em cada jogada. Vi nele meu pai torcendo pelo nosso Galo. Que por falar nisso, me deixou empatar, depois de estar ganhando por 2 gols de diferença.

Mas como nem tudo são flores, após cada divergência por conflitos de opiniões, descobrimos como podemos ser fortes. Como podemos nos superar. Se não sou boa em expressar os meus sentimentos oralmente, tento fielmente colocar no papel (ou melhor, na rede) tudo que eu quero.

Agora, sinceramente, me sinto cansada, farta. Isto tudo pode ser na verdade mais um sentimento momentâneo de raiva, do que totalmente verdadeiro. Entretanto, aos poucos, sinto que estou me afastando de uma das pessoas que até hoje era totalmente essencial para mim. Não tenho certeza dos meus sentimentos, mas a distância, às vezes me parece a única solução. No fundo, sei que não quero isso. Por outro lado, como já disse estou exausta.

Escutar, explicar, mudar... Parecem palavras sem sentidos. Elas não conseguem mais se conectar como antes. Toda tentiva parece em vão. Agora, fico aqui me questionando: “até que ponto vale pena tanto sofrimento de ambas as partes?” Se esses seres se amam tanto assim quanto dizem, por que tantas brigas, tantos rancores, amolações, cobranças? Se tenho estas respostas, definitivamente: NÃO. Assim mesmo em letras garrafais, para ficar bem claro que não sei o por que.

Acredito e espero continuar acreditando que isso é apenas uma fase conturbada, ruim, de descobertas, de transformações pessoais. Que sim, podemos nos pedoar. Que sempre é possível dar mais um chance a uma história que se fez sólida e resistente. E claro, que podemos viver bem e em paz.