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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Domingo de Sol

Hoje realmente tive um dia muito bom. Pela manhã, um breakfast sensacional: pão de queijo, quentinho, assado na hora. Feito com muito amor e carinho pela nossa amiga Dai. Como estava gostoso! Depois nada como um belo passeio por DC. Acreditem ou não, mas fazem praticamente 5 meses que moro em terras norte americanas, e hoje, pela primeira vez fui conhecer a casa do nosso querido Obama.

Após muitos dias de frio, chuva, neve, ice recebemos um presente digno dos céus. São Pedro resolveu nos presentear com um dia maravilhoso de sol. Nada de casacos gigantes, cachecol, protetor de orelha, luvas... Todos esses acessórios poderam ficar em casa, descansando aliviados, por terem um dia de folga. Como é aconchegante andar totalmente livre de tantas roupas.

DC, hoje, estava realmente muito linda. Como foi bom caminhar pelos seus monumentos sem aquele vento que congela até alma. Pois se nunca comentei o vento daqui penetra em cada parte do seu corpo, congelando tudo que acha pelo caminho. Tem dias que paro de sentir os meus pés, as minhas pernas, os lábios se mexem com muita dificuldade e a orelha acho que vai quebrar.

Hoje, também foi dia da final da Super Bowl. Para assitir ao jogo, fui para a casa da Dri engrossar a torcida para os campeões Steerlers. Uma vez que o host dela é um fanático pelo time. Como me lembrava do meu pai, ao ver a empolgação dele em cada passe, em cada jogada. Vi nele meu pai torcendo pelo nosso Galo. Que por falar nisso, me deixou empatar, depois de estar ganhando por 2 gols de diferença.

Mas como nem tudo são flores, após cada divergência por conflitos de opiniões, descobrimos como podemos ser fortes. Como podemos nos superar. Se não sou boa em expressar os meus sentimentos oralmente, tento fielmente colocar no papel (ou melhor, na rede) tudo que eu quero.

Agora, sinceramente, me sinto cansada, farta. Isto tudo pode ser na verdade mais um sentimento momentâneo de raiva, do que totalmente verdadeiro. Entretanto, aos poucos, sinto que estou me afastando de uma das pessoas que até hoje era totalmente essencial para mim. Não tenho certeza dos meus sentimentos, mas a distância, às vezes me parece a única solução. No fundo, sei que não quero isso. Por outro lado, como já disse estou exausta.

Escutar, explicar, mudar... Parecem palavras sem sentidos. Elas não conseguem mais se conectar como antes. Toda tentiva parece em vão. Agora, fico aqui me questionando: “até que ponto vale pena tanto sofrimento de ambas as partes?” Se esses seres se amam tanto assim quanto dizem, por que tantas brigas, tantos rancores, amolações, cobranças? Se tenho estas respostas, definitivamente: NÃO. Assim mesmo em letras garrafais, para ficar bem claro que não sei o por que.

Acredito e espero continuar acreditando que isso é apenas uma fase conturbada, ruim, de descobertas, de transformações pessoais. Que sim, podemos nos pedoar. Que sempre é possível dar mais um chance a uma história que se fez sólida e resistente. E claro, que podemos viver bem e em paz.

1 comentários:

Igor Dantas Comics disse...

Caramba...Vc tá realmente escrevendo muito bem...
Apesar de sempre saber que vc era demais(Igor PÁRA de puxar saco por favor!)não sabia que escrever de forma tão clara e elegante. Com certeza se vc tivesse começãdo a escrever antes vc podia estar escrevendo pra alguma revista.
Oque vc escreve se parece muito com oq a gente lê nos artigos da Playboy, Vip, e nas revistas femininas do tipo Cláudia, Marie Claire, Nova.
Vc tá sabendo se expressar muito bem,seu tom é quase literário, mas despretensioso e charmoso. Quase um diário de Bridget Jones. Escreva mais, escreva todo dia. Divulgue mais seu blog, não só pros amigos, fale sobre tudo, afie o humor e use algumas sacadas que façam com que todos queiram ler seu blog todo dia.
Faça de uma situação cotidiana e banal uma saga que enverede para coisas comuns a todos nós.
Um abraço e pára de ficar fazendo ouvido de mercador.