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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Rio 2016???

Olímpiadas 2016, aonde será? Essa é questão. Tóquio, Madri, Chicago ou Rio de Janeiro. Os olhos do mundo estão centrados na capital dinamarquesa. Cada qual tenta provar para o Comitê Olímpico porque deve sediar os jogos. Cada um apela para o que tem de mais forte: bom trânsito, recursos, estádios novos, segurança, hóteis suficientes, e nós brasileiros vamos pelo carisma.


É tanta simpatia que poderíamos vender. Não temos o melhor sistema rodoviário, os estádios não são tão desenvolvidos e em questão de segurança passamos longe. Mas temos um povo bonito, alegria, sol e raça. Vamos e vamos com tudo. De cabeça erguida para poder levar mais uma medalha. Mesmo que ela não venha, não desistimos nunca. Afinal, esse é o nosso slogan.


Por aqui, a intenção é oferecer ao mundo "uma experiência espetacular" e mesmo assim, as pessoas nem estão dando tanta importância se vão sediar mais uma olimpíada ou não. Seria apenas mais um acontecimento para o país. A atenção está muito mais centrada em outro ponto: em como os jogos movimentariam a economia do país. Money, money & money... Enquanto isso, no Brasil vendemos a propaganda "Viva sua paixão", queremos fazer história, ser o primeiro país sul-americano a sediar os jogos olímpicos ou jogos de verão como os norte-americanos costumam chamar.


Para amanhã a festa já está pronta. Vai ser na praia de Copacabana, a partir das 9a.m. horário de Brasília. As comemorações prometem durar o dia inteiro. E como nós somos um povo esperto, já que é sexta-feira, bora emendar tudo e fazer da ocasião feriado nacional. As minhas esperanças estão todas depositadas na capital carioca...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sexta.

Sexta a noite, momento balada se aproxima. O que vestir? Ainda não sei. Estou aqui numa euforia de sentimentos que nem sei como me controlar. É tanta energia dentro de um ser humano só que poderia compartilhar com as minhas amigas mais quietinhas. Por isso preciso me exercitar, malhar, queimar calorias...


Aonde vou? Também não sei. Ou melhor, até segunda ordem estou indo para a "Third Edition". Lugar como todos sabem de se praticar ou mal ou bem. Interprete como achar melhor. Já que meu telefone não tocou, o email não me trouxe boas novas, o Facebook nada apresentou e o Orkut, então, desse já abri mão faz algum tempo.


Os meus finais de semana não tem sido nada tradicionais. Coisas estranhas tem acontecido com a minha pessoa. Desde que voltei do Brasil sou a rainha dos casos inusitados. Quando chega a sexta-feira já me pergunto: O que será que vai acontecer agora? Tenho até receio e um certo medo do que me aguarda na próxima esquina.


Hoje, me indaguei, talvez devesse seguir a carreira religiosa. Será que tenho vocação? Por falar em igreja, este é um lugar que estou precisando ir. Este find vai ser movimentado: alguma party mais tarde, festa na Claredon amanhã ( está será a última chamada), aniversário do Colin, brunch no prédio da Sandra, passeios pela cidade, Festival Nacional do Livro no Mall e mais algumas paradas no caminho...

E deixa eu me arrumar que minha barriga já está gritando!

Esclarecimentos.

Já são quase 1 da manhã e continuo aqui mais acordada que nunca. O cansaço já bateu a muito tempo. Mas com a minha mania de ser simpática demais, só me lasco. Daqui a pouco tenho que levantar e estava a tagarelar no telefone.

Porém vou dormir feliz, mandei aquele "Oi" que eu tanto queria. Calma, muita calma nessa hora. Deixa eu explicar, não vá pensando que cedi assim tão fácil. A mensagem não partiu de mim, mas, sim da outra parte envolvida. E é muito feio alguém falar com a gente e não respondermos.

Hoje, fiz um bom trabalho na academia. Estou malhando hard, a barra continua um problema. Os braços continuam doendo. As pernas cada dia mais fortes. E a fadiga muscular está a me espera na próxima parada.

Entretanto, vou durmi ainda mais feliz que nunca porque amanhã é sexta-feira... Dia de virar Pirata e colocar o navio em alto mar...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Oi

A vontade de lhe enviar nem que seja um simples "Oi" continua grande. A fadiga muscular, essa nem se fala. Tenho a sensação que em breve meus braços vão despencar do meu corpo, sem aviso prévio. Como diz minha mamãe estou participando de um treinamento para a guerra e não fui avisada. Acho que é por isso que as coisas andam quebrando... Bora passar o tempo, vou pegar meu menino e vou ali comprar umas sopas, uma mug para carregar meu shake e de quebra vou dar uma passada na library. Método fácil de deixar todos felizes...

PS.: Espero sinceramente que meus braços parem de doer... Treinamento na barra às 21h.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mudança de Planos...

Hoje estou numa vontade gigantesca de te escrever, entretanto, não vou fazer isto. Agora vai ser assim, toda vez que quiser lhe mandar alguma mensagem vou vim aqui no meu amigo, melhor companheiro, seja na tristeza ou na alegria, meu querido blog. Só vamos conversar se por um acaso você me mandar algum sinal de fumaça.

A menina bonitinha, de cabelos louros, que também já foram castanhos, de pernas fortes e braços fracos, está cansada. É hora de tentar consertar, melhorar, mudar. Se o plano A não está dando mais certo, então vamos mudar de tática, arrumar o meio de campo, cabecear e golear com o plano B. E a mudança é exatamente esta, não te escrevo mais. Para ser bem sincera não sei por quanto tempo vou conseguir ficar ausente, distante, mas quem sabe desta maneira você não percebe que pode estar me perdendo, bem aos pouquinhos.

Se as suas palavras são verdadeiras, não sei. As minhas, em alguns momentos, sim. Em outros, não. Coisas ditas em vão, jogadas no ar, somente para ver o outro feliz seja com um pequeno sorriso ou um brilho no olhar. Somos todos assim seres que se escondem atrás de máscaras para não fazer o outro sofrer.

Hoje, minha querida amiga, me indagou por que nós seres humanos agimos de maneita tão incoerente. Dizemos o que não sentimos, não somos claros o bastante, escondemos a verdade, e ainda, mudamos de opinião após uma simples encostada no travesseiro. Deitamos com uma idéia e levantamos com conclusões totalmente opostas, com certezas absolutas sobre os fatos.

Querida amiga, só tenho uma coisa a lhe informar, infelizmente, somos seres completamente mutáveis. Estamos longe da perfeição e cada vez mais próximos da imperfeição. E se você quer saber, só tenho a agradecer, que somos imperfeitos, mutavéis, movidos a pura emoção de cada dia. É exatamente toda essa incerteza que nos move, impulsiona, dá força e coragem para seguirmos em frente... Indo para o infinito, longe, longe, longe...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

É namoro ou amizade?

O tempo é pouco, o sono é demais, o cansaço é grande e o dia começa logo às 7 da matina (quer dizer, mentirinha, às 7:30 a.m., para ser mais pontual). A internet resolveu que não vai mais funcionar no meu quarto. Aquela tal Sasabe de la Norte, está de mal comigo só porque agora entrei na onda de também querer falar espanhol. Se quiser usar internet nos meus aposentos favor se conectar por uma tal de Linksys 3, não sei de quem é, mas estou usando e abusando enquanto a minha amiga Sasabe não faz as pazes comigo.

Não vim aqui depois de tanto tempo para poder falar sobre isto. Hoje, li uma frase que me fez refletir sobre o que sinto, o que vivo, o que espero, e então tive a repentina sensação que deveria escrever algo sobre o assunto. Ela dizia bem assim: "Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente: jantar, conversar e transar. Há gente que não quer namorar, e sim uma amizade para dividir o que se é. Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo." (Carpinejar)

Ultimamente tenho escutado aquela famosa pergunta: "E, aí, vocês estão namorando?". Por quê as pessoas tem a incessante curiosidade em saber se a coisa ficou séria ou não? Nunca sei o que responder. Alguns consideram namoro, outros apenas um rolo, algo passageiro, amor de verão, aquela paixão louca que vem e vai embora sem nem se despedir. O que eu acho? Continuo sem saber.

Temos um mix de namoro com amizade: jantar, conversar e transar, sem tensão, sem cobrança, sem nervosismo. Acho que esse é o tipo de relacionamento do futuro. Acho que está na hora de pensarmos menos, nos entregarmos mais e se tiver que sofrer que sofra realmente quando for necessário. Não por antecência, jamais!

Posso ser contraditória em algumas partes, mas, às vezes, o coração fala uma coisa, a razão manda fazer outra e vice-versa... é como desenho animado, quando você vê o anjo de um lado lhe aconselhando e o capetinha do outro susurrando todo maldoso. É assim que funciona a razão X o coração. Você sabe o que deveria fazer, mas faz tudo ao contrário. E depois se pergunta: por quê?

E são tantos os porques que é melhor nem pensar neles. Seja na vida ou na regra gramatical eles estão sempre incomodando. E assim os dias vão passando e a gente sempre optando pelo o que nos deixa um pouco mais contente, mesmo que lá no fundinho a gente saiba que estamos vivendo um conto de fadas. Entretanto, como já disse, para que sofrermos por antecência. A minha opção é: viva e seja feliz, nem que seja por 1 minuto!!! E como diz o velho ditado: Nunca se arrependa do que fez e sim das coisas que deixou de fazer...

PS.: Não vou prometer voltar a escrever dessa vez, voltarei quando sentir vontade, cansei de inventar desculpas para vocês e para mim.

domingo, 7 de junho de 2009

Primavera

E já dizia minha querida Cecília Meireles: "Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor."


Sete de meses de esperança, de ansiedade, de vontade de ver os jardins voltarem a brilhar. Era o desejo de ver a primavera chegar e com ela os bons ventos de uma nova era multicolorida. Vimos o que era rosa virar um marrom pálido, as ruas serem cobertas de folhas velhas, as árvores antes tão belas serem apenas gravetos tristes e solitários... Os dias ficaram cinzas e depois totalmente brancos da mais pura neve. Sete meses vendo este cenário se transformando em dias cada vez mais gelados, as temperaturas diminuindo, e o coração... ah o coração! Esse sonhava intensamente com as águas de março abrindo o verão... Se no Brasil, as águas de março estão fechando o verão, por aqui elas são muito bem vindas...


Agora posso dizer que tudo são flores, rosas, vermelhas, amarelas, verdes, púrpuras, um arco-íris de felicidade e vida... E a primavera está próxima de se despedir e dar espaço para os raios de sol do verão...


Decidi que hoje vou sair por aí, livre, leve e solta e quero apenas o cantar dos passarinhos, a beleza das flores a iluminar o meu olhar e a leve brisa da primavera a aquecer meu coração...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Padrões...

Unha, cabelo, cera quente, cera fria, tinta, cremes, loções, shampoo, perfumes, make up, roupas, sapatos, acessórios, academia, moda, padrões, tendências, magra, gorda, alta, baixa... MULHER!



Por que temos que ser assim tão complicadas? Ás vezes me questiono por quê tantas regras.Hoje estou naqueles dias exausta de tantas complicações de ser mulher. A vida poderia ser muito mais simples. E olha que sou daquelas que gosta de cuidar da aparência e não me incomoda nem um pouco passar horas me arrumando. Entretanto, hoje não estou nem um pouco afim.






Hoje, estou tão desligada que nem pentear o cabelo depois de lavar eu quis. E olha que perco um bom tempo no ritual do cabelo. Lavar, secar, secador na franja, a famosa chapinha para definir o contorno, arrumar a parte de trás para dar um look natural, e o pior é que eu gosto. Fico lá na frente do espelho um bom tempo me admirando. Pensando na vida... Mas hoje estou revoltada!


O tempo por aqui também não ajuda. Sabe aqueles dias de chuva, húmidos e quente. O cabelo vira um ninho de passarinho que ninguém consegue dar jeito. Acho que por isso decidi apenas lavar e deixar ele respirar esses maus tempos.


Enfim, hoje é apenas quarta feira e não temos nenhum compromisso importante. Porém, amanhã sendo quinta começamos todo o ritual para o fim de semana, afinal na friday night sempre precisamos estar belas, vibrantes, radiantes. Seja para o namorado, para o marido, para o paquera, para encontrar com os amigos, para a balada, para o barzinho... Sexta é pura emoção. Dia de alegria. Afinal você sabe que ainda tem todo o weekend pela frente.


Alguém sabe me informa se existe uma receita, fórmula milagrosa, alguma coisa que podemos fazer para simplesmente pular esse ciclo: unhas, cabelos, pêlos, make up e uma infinidade de por menores que devemos fazer? Meu pedido nem é grande demais. Só quero estar uma diva na sexta a noite sem ter trabalho nenhum. Por favor, isso é pedir demais? Acho que não! Pedido mais simples impossível. Aguardo sua reposta até amanhã, afinal se ninguém me mandar a receita da fórmala mágica devo proseguir e cumprir a risca o schedule: estar deslumbrante e preparada para qualquer party.



See you soon and I'm waiting for your answer.


Kisses and Hugs...

domingo, 17 de maio de 2009

Came back!!!

Voltei e desta vez vim para ficar. Chega de desculpas e enrolações para não escrever. Eu sei que escrever me acalma. Escrever definitivamente me faz bem. Mas não sei por que cargas d'água me abdico tanto desse meu tom, como alguns costumam intitular. Ás vezes por remorso de escrever pouco, talvez por não me sentir tão competente, por achar que não estou em um dia de muita inspiração. Poderia enumerar uma lista sem fim de motivos para não escrever. Entretanto, rascunhar em poucas ou em muitas linhas o que sinto, o que guardo dentro das profundezas do meu ser me faz sentir melhor.




Para os desinformados e desavisados , na última semana, tive a minha primeira semana de férias e a melhor de viagens de todos os tempos. Foram 10 dias refletindo sobre quem eu sou e o que posso ser. Para falar a verdade o cenário ajuda bastante. As águas do Caribe são simplesmente de dar inveja a qualquer mar. Límpida, transparente, incolor, são sinônimos ótimos para descrever a beleza da região. Juro, que nunca imaginei ver paisagem tão bela e tranquilidade tão serena.






Hoje posso dizer que as belas imagens que vemos nos filmes, não são ficção. Elas existem, são de verdade, podem ser tocadas. A primeira padada foi na Jamaica. Se eu contar que a água do porto é transparente ninguém acredita. Estamos acostumados com portos de águas pretas, marrons, nada que chame muita atenção. Mas não no Caribe. Por lá as coisas tem outros significados, outros sentidos, outras vibrações. Minha vontade era encontrar com o Bob, nem que fosse uma pequena estátua dele. Mas descobri que a área dele era outra, a 3 horas de onde estavámos ancorados. Então o jeito era custir a região sem o nosso querido amigo. Entretanto isso era o que imaginávamos, a Mi não muita satisfeita resolveu incorporar o Bob o resto da viagem. Num gesto egoísta, ficou com ele só para ela.






A segunda parada foi no maior paraíso fiscal, Cayman Island. Sim, o dinheiro brasileiro está todo lá, segundo fontes da região. Sim, os grandes acionistas investem seus montantes nos bancos da magnífica ilha. Livres de impostos e demais taxas. Mas voltando para a parte cultural e turística a melhor parte do passeio foi nadar com as arraias e descobrir como o oceano guarda tantas belezas em meio aos seus imensos corais. Um verdadeiro arco-íris no fundo do mar.






A terceira e última parada foi em Belize. Para mim o país mais pobre de todos os que ancoramos. Me senti dentro da triste realidade brasileira. Passeando por suas ruas, não saia do meu pensamento a imagem das nossas favelas. Uma região de pobreza mas que guarda suas belezas. Como os belos templos Mayas. Já a praia não me encheu muito as vistas, depois de águas tão límpidas encontrar um mar que mais parecia o Espirito Santo, não foi muito divertido.






O navio era um sonho a parte. Piscina, sol, sombra, água fresca, cerveja gelada, shots, coquetéis, mordomia, luxo, simplicidade, sabores diversificados, baladas, jogos, hipnose. Eram muitas atividades e apresentações. Concursos: os mais divertidos. As pessoas: branco, preto, amarelo, do norte, do sul, do leste, oeste. De todos os tipos. Dos mais normais aos mais insanos. Os acontecimentos: os melhores ever. Na memória: fragmentos de uma viagem que sempre vou lembrar com muita saudade. Por isso que eu digo: Caribbean I miss you so much. Alguns podem se perguntar o que mais aconteceu dentro do navio, apenas isso? Uma descrição tão pequena para 7 dias em alto-mar. Entretanto só tenho a dizer o seguinte: "What's happen on the ship, stays on the ship".









terça-feira, 24 de março de 2009

Quando a saudade bate!



Ô minha gente como pode um coração ficar tão pequeno... O que a saudade não faz. Hoje sinto meu coração pequenininho, acho que ele vai até quebrar se eu fizer muita força. Sinto que ele é de cristal, super frágil!




Já aprendi a lidar com o sentimento saudade. Quer dizer penso que aprendi. Ou melhor tento acreditar que aprendi. Mas de repente surgem umas datas que acabam com qualquer aprendizado. A vontade é jogar tudo para o alto, entrar dentro do primeiro avião e dar um abraço bem apertado em todo mundo que está lá, lá longe... do outro lado desse big continente. Lá na terrinha melhor de todas, na minha Beagá que não sai do meu coração e do meu pensamento.




Agora estamos a poucos minutos da data mais linda do ano: 25 de MARÇO. São tantos os motivos para eu gostar tanto dessa data. Primeiro: é aniversário do meu glorioso Clube Atlético Mineiro, para entender melhor "GALO DOIDO" e em segundo lugar: é o meu aniversário. É orgulho demais poder comemorar meu niver junto com ti. Hoje se estivesse em Beagá, colocaria minha blusa preta e branca e claro, iria ao Mineirão ver o Galo e comer tropeiro.




É justamente nessas horas que o coração aperta, bate a saudade da família, dos amigos... Aí você pensa nas coisas que iria fazer, dos paparicos... ai, ai, ai... aguenta coração!!!




Mas como prezo demais essa data, ela não passará assim despercebida. Apesar de estar longe de todos farei com que ela seja inesquecível. Esse será o meu presente!!!




Agora não posso deixar de cantar parabéns para o Galo:


Parabéns para você,


nessa data querida,


muitas felicidades,


muitos anos de vida...


É big, é big,


É hora, é hora,


rá-tim-bum:


GALO, Camila, GALO, Camila...




Happy Birthday pelos seus 101 aninhos Galo!!!




terça-feira, 10 de março de 2009

Ser mineiro ou melhor mineira...

Novamente andei um tempo sem passar por aqui. Mas estava apertada, atarefada... Entretanto hoje li um texto e decidi que devo compartilhar com vocês. Talvez muitos já tenham lido a crônica abaixo, porém acho que vai reler.

Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?
Felipe Peixoto Braga Netto


''Minas não é palavra montanhosa.
É palavra abissal. Minas é dentro
E fundo”

Carlos Drummond de Andrade



Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos — oh sina — para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.

Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral das sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras?

É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.

Um simples" mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem — lingüisticamente falando — apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro — metaforicamente falando, claro — ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: — Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:

— Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:

— Eu preciso de ir.

Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará:

— Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará:

— Ai, gente, que dó.

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado.

Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar:

— Capaz...

Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora?

Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica:

- Ah, nem...

O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...

Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto:

— Você quer que eu "dou" um exemplo...

Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. Mas que são uma gracinha, ah isso lá são.

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...

Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar:

— Ah, fui lá comprar umas coisas...

— Que' s coisa? — ela retrucará.

Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará:

— Ele pôs a culpa "ni mim".

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras. nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. e diz tudo.

Até o tchau. em Minas. é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?

Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo, naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?

Ei, num é que tudo isso é verdade. Uai, acho que sou assim mesmo bem mineirinha. Se alguém mais se identifica dentro do estereótipo acima sinta-se a vontade para deixar sua declaração.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Aos meus amigos de profissão...


Por favor! Alguém pode dar pause e me explicar o que está acontecendo? Como assim 1 ano de formados? A que velocidade a Terra gira? Como assim esse tempo passou e ninguém me deu informação de nada. Afinal, nos formamos em Jornalismo. Cadê o compromisso com a notícia? Aonde estão todos que não fazem as informações chegarem aqui em terras norte-americanas? Aff!!!

Hoje recebi um recado no meu orkut, dizendo que o encontro de 1 ano de formados foi muito legal, proveitoso, que todos aproveitaram para tomar aquele chopp gelado (coisa rara nesse país), colocar o papo em dia... Afinal, jornalista gosta de falar. E os daquela turma "Dez/2007 manhã, Uni-BH", nem te conto. Ô povo que fala, que conta causos, que ri, que vibra, que canta, que dança... Nossa é um povo danado de bão, viu. Legal, demais da conta. Assim mesmo com bastante sutaque mineiro para lembrar que tinha gente de todo canto do estado. De perto, de longe e da capital.

Estou aqui me lembrando do Barroso, no passinho do "Dança Genuíno", das histórias do Diogo e do "biscoito de mãe", das trapalhadas do Lauro, da timidez do Samuel, da banda do Dudu, do 15 dinheiros pra Renê, do "por hoje é só!", do bom humor da Malu, da paixão da Aninha por cinema, da Fê nas festas, da Soneca, de como era engraçado ver o Daniel vermelho, dos papos com o Thi, da doçura da minha amiguinha Gaby's, da braveza da Mi quando eu me atrasava para as aulas, da Wasthí e seus sapinhos, além de todos os outros que fizeram parte dessa jornada: Paty (só para lembrar destaque da turma), Débora e Nat (trio que estava sempre junto), Octávio, Luiza Baggio, Leo, Paula, e lógico, das minhas amigas que me ajudavam a compor o trio que tinha o nome mais criativo, engraçado, charmoso e inesquecível da faculdade: KCT - forever!

Juro que parece que tem um mês que estava toda atarefada com os preparativos para o baile, com a escolha do vestido, dos compromissos intermináveis da comissão, da entrega da monografia, da ansiedade para o baile, na contagem regressiva para a entrega do diploma. E por isso que digo e cada vez mais entendo quando as pessoas me dizem: "Viva o presente. Não deixe para fazer depois o que você pode fazer agora."

Acho que eu soube aproveitar cada momento do meu curso. De vocês tenho só lembranças boas. Seja dos meus amigos de sala, de corredor, dos professores. Foram 4 anos totalmente inesquecíveis. Desejo que todos trilhem bons caminhos nessa carreira árdua que escolhemos. Entretanto acredito que podemos, iremos e já estamos fazendo a diferença. Somos aquela turma que nasceu para brilhar e que tem sempre em mente a frase do nosso colega de profissão, Ricardo Noblat: "Médico acha que é Deus. Jornalista tem certeza."

Infelizmente, como não pude estar presente para brindar com vocês o primeiro aniversário de nossa formatura. Vou deixar aqui um presente. Que até hoje estava guardado a sete chaves. Espero que vocês gostem e possam divertir.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Valentine's Day

O Dia dos Namorados para mim chegou mais cedo esse ano. Se no Brasil comemoramos ele apenas em Junho, por aqui celebramos no dia 14 de fevereiro. Dia em que em terras brasileiras brindamos o dia da Amizade.

As diferenças entretanto não ficam apenas nas datas, por aqui comemoramos entre todos. Com a família, com os amigos e, claro, com os namorados. Para as crianças um dia de festa, para comer bastante chocolate. Aliás, presente número 1. Campeão de vendas. Para os amigos, um ótimo dia para poder sair e brindar a vida. Para os pombinhos, nada melhor que uma noite romântica.

Pela primeira vez após muitos anos passei essa data sozinha. Se foi ruim? Sim. Não tenho como negar que queria alguém que me desse flores. Me levasse para jantar. Tomar um bom vinho. Mas tenho que confessar que tive um dia incrível. Se me diverti? Nossa! Nunca ri tanto na minha vida. A Dri foi o meu melhor presente. Sabe quando você chora de tanto ri, perdi as forças, a barriga doi... Poxa! Dri você realmente estava hilária!

Meu querido Brasil, tenho que te pedir desculpas, mas vou querer sempre comemorar o Valentine's Day em estilo norte-americano. Consigo até escutar a Dai falando: "Puro consumismo. Apenas mais uma data promovida para gastar e gastar." Pelo menos aqui não preciso me preocupar se sou solteira.

Vamos dizer que brindamos a amizade, assim como no Brasil. Um jeito muito mais carinhoso e especial de passar essa data. Para todos com muito amor:

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Será o fim do inverno?

Mais uma vez te abandonei querido companheiro. Primeiramente te peço desculpas, mas tive uma semana realmente cheia, atarefada, agenda cheia. Em segundo lugar quero narrar o belo dia de sol que fez ontem nessa terra gélida.

Vocês podem acreditar que bem no meio do inverno, no mês mais frio do inverno, os termômetros marcaram 21 graus Celsius. Dá para acreditar nisso? Podem ser sinceros. Eu quase não acreditei ao ver aqueles números no painel do carro.

A melhor parte do dia: desfilar com meu jeans, camiseta e óculos escuros pelas ruas. Vou confessar que é uma sensação muito boa. Já tinha até me esquecido como era. Acostumada a estar sempre equipada com grandes casacos. Com aquele peso sobre os ambos. Ontem, me senti totalmente livre. E me lembrei de como era o clima no Brasil, em Minas, em Beagá. "Oh! Que saudades da Aurora", Casimiro de Abreu. Não podia deixar de fazer essa citação.

Ontem, podemos dizer que fez um típico dia de primavera. Entretanto, a paisagem era um tanto quanto assustadora. Triste. Faltava ou melhor falta algo nela. São as flores, o colorido, a vida. Nunca contei para vocês o quanto o inverno é melancólico. As pessoas ficam sem ânimo, desmotivadas. Os lugares antes cheios no verão, agora estão totalmente vazios. As árvores: galhos secos a bailarem ao som do vento. Pois, como já contei certa vez, o vento aqui faz sinfonia.

Hoje, tivemos um típico dia de outono. A temperatura caiu um pouco anunciando o retorno do inverno. Amanhã é sexta-feira dia de pensar quais serão as baladas do final de semana. E a previsão já avisa: neve para sábado e domingo. Aí, me pergunto: "por que não nevou durante a semana? Logo no find? Assim não dá São Pedro. Você quer limpar a geladeira bem no dia da curtição? Mas tudo bem ! Eu te entendo, é o seu dia de folga. Ok. Vamos brincar na neve, fazer o Snowman."

Enquanto isso, me preparo fisicamente e psicologicamente para a volta do inverno. Para olhar o painel do carro e ver aqueles números no negativo. E assim eu aguardava que este fosse o fim do inverno. Todavia, com certeza teremos mais dias brancos e lúgubres por aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Domingo de Sol

Hoje realmente tive um dia muito bom. Pela manhã, um breakfast sensacional: pão de queijo, quentinho, assado na hora. Feito com muito amor e carinho pela nossa amiga Dai. Como estava gostoso! Depois nada como um belo passeio por DC. Acreditem ou não, mas fazem praticamente 5 meses que moro em terras norte americanas, e hoje, pela primeira vez fui conhecer a casa do nosso querido Obama.

Após muitos dias de frio, chuva, neve, ice recebemos um presente digno dos céus. São Pedro resolveu nos presentear com um dia maravilhoso de sol. Nada de casacos gigantes, cachecol, protetor de orelha, luvas... Todos esses acessórios poderam ficar em casa, descansando aliviados, por terem um dia de folga. Como é aconchegante andar totalmente livre de tantas roupas.

DC, hoje, estava realmente muito linda. Como foi bom caminhar pelos seus monumentos sem aquele vento que congela até alma. Pois se nunca comentei o vento daqui penetra em cada parte do seu corpo, congelando tudo que acha pelo caminho. Tem dias que paro de sentir os meus pés, as minhas pernas, os lábios se mexem com muita dificuldade e a orelha acho que vai quebrar.

Hoje, também foi dia da final da Super Bowl. Para assitir ao jogo, fui para a casa da Dri engrossar a torcida para os campeões Steerlers. Uma vez que o host dela é um fanático pelo time. Como me lembrava do meu pai, ao ver a empolgação dele em cada passe, em cada jogada. Vi nele meu pai torcendo pelo nosso Galo. Que por falar nisso, me deixou empatar, depois de estar ganhando por 2 gols de diferença.

Mas como nem tudo são flores, após cada divergência por conflitos de opiniões, descobrimos como podemos ser fortes. Como podemos nos superar. Se não sou boa em expressar os meus sentimentos oralmente, tento fielmente colocar no papel (ou melhor, na rede) tudo que eu quero.

Agora, sinceramente, me sinto cansada, farta. Isto tudo pode ser na verdade mais um sentimento momentâneo de raiva, do que totalmente verdadeiro. Entretanto, aos poucos, sinto que estou me afastando de uma das pessoas que até hoje era totalmente essencial para mim. Não tenho certeza dos meus sentimentos, mas a distância, às vezes me parece a única solução. No fundo, sei que não quero isso. Por outro lado, como já disse estou exausta.

Escutar, explicar, mudar... Parecem palavras sem sentidos. Elas não conseguem mais se conectar como antes. Toda tentiva parece em vão. Agora, fico aqui me questionando: “até que ponto vale pena tanto sofrimento de ambas as partes?” Se esses seres se amam tanto assim quanto dizem, por que tantas brigas, tantos rancores, amolações, cobranças? Se tenho estas respostas, definitivamente: NÃO. Assim mesmo em letras garrafais, para ficar bem claro que não sei o por que.

Acredito e espero continuar acreditando que isso é apenas uma fase conturbada, ruim, de descobertas, de transformações pessoais. Que sim, podemos nos pedoar. Que sempre é possível dar mais um chance a uma história que se fez sólida e resistente. E claro, que podemos viver bem e em paz.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Palavras

Por aqui já passam das três horas da madruga. E por algum motivo meu sono resolveu ir passear, dar uma voltinha. Não sei aonde que ele foi com tanto frio. Lá fora está parecendo uma geladeira. Falo assim porque sei que existem lugares mais frios, como a terra gélida da minha querida amiga Mi. Já falei para ela, que aquele lugar não foi feito para ser habitado.

Como a soneca da Dri resolveu me abandonar falando sozinha, decidi que a melhor maneira é vim aqui me desafabar no meu querido blog. Tadinho! Estou aqui analisando como ele anda jogado as traças, mal cuidado, com alguma teias de aranha. Minha frequência por aqui têm se revelado pífia, podem confessar. Sei que deveria escrever mais e mais. Colocar em prática tudo aquilo que aprendi durante o meu tempo de faculdade. Ou simplesmente escrever para não perder a prática.

Acredito seriamente que a escrita é questão de treino. Vamos fazer uma comparação com os nossos queridos atletas que para chegar ao topo devem manter um ritmo de treinamento intenso e árduo. Acho que para escrever bem, devemos escrever sempre, mantendo de certa forma esse mesmo empenho dos nossos campeões.

Porém, em tempos atuais, estou assim sei lá meio estranha, começo a escrever e de repente, estou perdida em pensamentos. Queria escrever sobre tanta coisa, contar tantas histórias. E logo me bate um arrependimento de não escrever diariamente, do meu desempenho mediocre.

Prometo para mim mesma que irei escrever todos os dias, nem que seja uma coisinha boba. E quando vejo o dia já acabou e nada de digitar sequer um “Bom dia!”, “Olá, como vai?”. Nada, nada. Sinceramente, não irei prometer que vou mudar. Entretanto , vale ressaltar que vou tentar e me esforçar bastante para escrever mais. Preciso preencher meu tempo ocioso com a arte da escrita. Acredito que as palavras unem e aproximam os seres. Assim sendo posso ficar bem pertinho de cada um.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Acredito...


Hoje acordei me perguntando porque temos que tomar tantas decisões nessa vida. Seria tudo tão mais fácil se quando nascemos já recebecemos um mapa com toda a nossa trajetória. Por um lado todos poderíamos cair na monotonia. Mas também muitas vezes estamos simplesmente acostumados aos nossos hábitos, a nossa rotina, que acabamos tendo uma vida completamente monótona, sem muitas mudanças e transformações.


Acredito que todas as nossas escolhas vem acompanhadas de frutos bons e algumas vezes de algumas maças podres. Entretanto os nossos erros só nos fazem crescer e enxergar o mundo de uma forma muito mais real. Acredito ainda que devemos estar sempre em busca de nossos sonhos, se é isso que nos faz feliz e nos dá forças para viver.


Acredito em cada mudança, em cada escolha. Sei que sempre temos múltiplas escolhas nessa vida e cada uma nos leva a um caminho diferente. Escolhas que muitas vezes fazemos o outro sofrer. Abandonamos a nossas tradições, os nossos comodismos, o colo de quem te quer sempre bem, para embarcar numa viagem rumo ao desconhecido.


Se eu acredito que vale a pena abandonar tudo? Sim. Encarar uma realidade totalmente diferente da sua? Sim. Fazer uma coisa que você nunca faria? Sim. Acredito que só tenho crescido e valorizado cada vez mais aquele que tem estado ao meu lado.


Posso não demonstrar isso agora, mas um dia quando as coisas ficarem claras, sei que você vai me entender e acreditar que nada que fiz foi em vão. Os nossos caminhos seguiram trilhas diferentes.


Sei que você reclama que não reconheço as suas atitudes, mas acredite que reconheço cada palavra, cada gesto, cada atitude. Sei que o seu protecionismo gigante é apenas para o meu bem. A cada momento eu só quero o melhor para você, e que mesmo não acreditando em mim, em várias situações eu me lembro de você e queria compartilhar todas essas novidades ao seu lado.


Acredito que vivemos uma linda história, e que ainda podemos ter muita coisa para viver. Acredito que sabemos superar barreiras, e que somos bom nisso.

Acredito que acima de tudo somos amigos e que por mais que não fiquemos juntos, sempre vou ter por você um carinho imenso.


domingo, 18 de janeiro de 2009

Parabéns

Hoje é um dia muito importante. Uma das pessoas mais importantes da minha vida completa aninhos, today. Uma das bases do meu tripé. A quem dedico meu amor incondicionalmente. Por aquele que se for preciso cair no buraco, eu me jogo, sem nem pensar.



Sou um pedaço dele. Bom. Lógico! Afinal, nós somos feitos apenas de coisas boas. Somos lindos, fortes, inteligentes e temos mais algumas outras características que quem conhece não esquece jamais. Modestos também somos. Acima de tudo somos loucamente apaixonados pelo GALO!!!



Pai, hoje, infelizmente ou felizmente, não posso estar aí para te dar um abraço bem forte. Te acordar pela manhã e poder oferecer uma mesa rica em gostosuras matinais. Me deliciar daquela bacalhoada ao seu lado. E nem te servir o dia inteiro sem reclamar, simplesmente, porque no dia de hoje você pode.



Tenho vontade de falar tanta coisa que até me perco em pensamentos. Vamos ao mais importante e trivial: muita paz, saúde, dinheiro, felicidades, muitos anos de vida e muitas vitórias do Galo, que o restante nós vamos atrás ou na frente.

Tem uma música que resume praticamente tudo que sinto por você. Ou melhor por todos vocês, que eu amo demais...






FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!

De volta!

Mais de um mês sem um único post. Me pergunto o que aconteceu com a escritora desse blog. Será que ela desistiu dessa vida de escrever? Ou está passando por um momento de dificuldade? Falta de criatividade? De interesse? De tempo?

Pois é, venho confessar que passei um pouquinho por cada uma dessas etapas. Abri várias vezes a página em busca de palavras, queria simplesmente mandar um "oi", mas todas as tentativas foram em vão. Quando percebia já não tinha mais está janela aberta. Não sei como, mas ela fugia de mim ou eu dela.

Porém, decidi que é hora de voltar: a escrever, a desabafar, a voltar para mim mesma. Nas palavras me acho, me encontro, me sinto mais viva. Sei que posso. Sou eu. Elas são um pedaço de mim. Não me perguntem se pequeno ou grande, porque não saberei responder.

Tanto tempo sem dizer nada e agora milhões de coisas passam pela minha cabeça. "Você não desejou Feliz Natal, Feliz 2009, que coisa feia! Conte das suas viagens, do jogo, fale sobre o final de semana, da tristeza do seu time, da esperança por mudanças, sobre o Obama, sobre a chuva no seu estado lá no Brasil, do último capítulo da novela, do BBB9..."

- OK! STOP, NOW! Assim fico confusa. Sei que estou em débito. Entretanto, ficaria um texto muito do bagunçado se eu resolvesse escrever sobre todas essas coisas ao mesmo tempo.

Por agora quero apenas deixar claro que voltei. Retornei. Para os que acharam que iam ficar livre de mim se enganaram. Digamos assim, me dei umas férias prêmio e agora ela se foi.